Formação

29 de Outubro de 2015

Homilia: 30º Domingo do Tempo Comum

Mestre que eu veja” Mc 10, 51

Todos nós somos um tanto cegos à beira do caminho, muitas vezes dependentes da ajuda e dos favores dos outros. Hoje, podemos considerar-nos pobres mendigos da misericórdia e da bondade de Deus, mas sempre contando com a nossa fé. “Coragem Levanta-te Jesus te chama. O cego jogou o manto, deu um pulo e foi até Jesus”. (Mc 10,49)

Na verdade, vivemos cegos por nossos próprios padrões e alienamos o projeto do Messias, de Jesus. Ainda não podemos ver direto quem é esse Jesus que passa pela nossa vida. Seguimos a um Jesus fabricado pelos nossos interesses e conveniências, e isso nos indica que temos muito orgulho e autossuficiência. Se escutamos Jesus à beira do nosso caminho, digamos-lhe verdadeiramente do fundo do nosso coração: “Jesus tem piedade de mim...mestre, faça que eu veja”. (Mc 10, 51)

Na nossa celebração, contemplemos que quando a multidão se move em desordem, a foco central está sobre a nossa personagem, que não é considerada importante, mas que Jesus hoje faz que ele viva uma vida diferente, mesmo sem que ele o perceba. Bartimeu tinha escutado falar de Jesus, mas jamais O tinha visto. Ele está tão seguro que Jesus pode salvá-lo que sua oração se transforma num grito de clamor; alguns querem calá-lo, mas ele grita ainda mais forte.

Quando acreditamos verdadeiramente em Jesus, nada pode ocultar a nossa oração, ainda mais, quando brota do fundo do nosso coração. Nós vivemos num mundo ensurdecedor e de muitas turbulências, distraído, aturdido, que tenta bloquear todo esforço do homem que procura se voltar para Deus e que procura o seu auxilio. Somos de um mundo diferente do mundo em que vivem os pobres e os simples no meio das suas misérias. Para eles é suficiente voltar os olhos para o céu, mas quando nos aproximamos das grandes cidades, temos que gritar mais forte para Deus, como o cego Bartimeu.

Hoje, verdadeiramente podemos afirmar que tudo é possível para aquele que acredita. A oração toma formas e acentos diferentes, segundo as próprias circunstâncias, mas o mais importante é saber que Jesus passa perto de nós, que Ele nos chama novamente, nos diz novamente e nos questiona: “que queres que eu faça por ti? (Mc 10, 51) e a resposta é sempre a mesma: “vai, Tua fé te salvou”.

Pe. Marco Antonio Forero. PSS.

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